Conselho Administrativo em Empresas Familiares
Governança, profissionalização e conflitos: virtudes e limites do modelo
1. Introdução
O crescimento e a perenidade das empresas familiares constituem um dos maiores desafios do ambiente empresarial brasileiro. A sobreposição entre família, propriedade e gestão tende a gerar conflitos de interesse, decisões personalistas e dificuldades de sucessão. Nesse contexto, o Conselho Administrativo surge como importante instrumento de governança corporativa, com potencial para profissionalizar a gestão, racionalizar decisões estratégicas e preservar a empresa ao longo das gerações.
A adoção desse órgão, contudo, não é isenta de controvérsias. Em empresas familiares, o conselho pode tanto representar avanço institucional quanto se tornar fonte adicional de conflitos e custos. A análise dos prós e contras, à luz da doutrina, da legislação e da jurisprudência do STF e do STJ, revela os contornos jurídicos e práticos desse mecanismo.